terça-feira, 1 de maio de 2012

Líderes de todo o sistema da ONU apóiam os objetivos para o desenvolvimento sustentável


O Conselho de Coordenação dos Chefes de Secretariado das Nações Unidas (CEB) que reúne os diretores executivos das organizações do sistema da ONU sob a presidência do secretário geral Ban Ki-moon, reuniu-se nos dias 14 e 15 de abril para discutir a Rio+20 e adotou uma importante declaração conjunta da conferência que notavelmente apoia a adoção de objetivos para o desenvolvimento sustentável (ODSs).
Seguem-se alguns trechos:
“Estamos animados que está se aproximando o momento de chegar a um acordo na Rio+20 para definir os objetivos para o desenvolvimento sustentável. Esses objetivos deverão complementar e reforçar os ODMs (Objetivo de Desenvolvimento do Milênio), que tem sido fundamentais para os avanços na erradicação da pobreza e para o desenvolvimento social. Os ODSs devem fazer parte de um programa integrado e coerente para enfrentar as mudanças críticas do período pós-2015.”
“Destacamos que uma característica fundamental dos (ODSs) deveria ser respeitar a soberania e o espaço político bem como as responsabilidades comuns mas diferenciadas e outros princípios da ONU e, ao mesmo tempo, ser aplicável a todos os países e uni-los em um esforço conjunto para enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável. Enfatizamos fortemente que muitos países em desenvolvimento continuarão precisando de apoio financeiro e tecnológico em seus esforços para integrar os três pilares do desenvolvimento sustentável”.

Líderes confirmados


130 Líderes mundiais confirmados: última chamada rumo ao Rio +20
Mais de 130 chefes de estado, vice-presidentes, chefes de Governo e vice-primeiros-ministros estão inscritos atualmente na lista de oradores para a Conferência Rio +20 de 20 a 22 de junho. Espera-se que esse encontro seja um grande exemplo de participação popular em massa: Estima-se que mais de 50.000 pessoas participem da Cúpula do Rio e de diversos eventos paralelos no Rio de Janeiro, incluindo milhares de CEOs do ramo empresarial, parlamentares, prefeitos, líderes de ONGs, acadêmicos, altos funcionários da ONU, representantes de diversos grupos e jornalistas.
Enquanto o mundo empenha-se na última chamada para o Rio+20, o tempo está correndo para as negociações do documento final da Conferência que continuará de 23 de abril até 4 de maio na sede da ONU em Nova York. O “Esboço Zero” de 19 páginas emitido em janeiro foi condensado a partir de 6.000 páginas de contribuições dos Estados-Membros e outros stakeholders. Um grande número de propostas foram feitas por parte dos governos durante negociações intensas em março. Em função disso, o Esboço foi significativamente expandido, inclusive com línguas alternativas sugeridas pelos co-presidentes, aumentando o texto para aproximadamente 270 páginas. O Esboço revisado identificou 26 áreas críticas de ação, incluindo as seguintes: água, energia, alimentos, empregos, cidades, oceanos, preparação para desastres, erradicação da pobreza, turismo, transporte, mudanças climáticas, consumo e produção sustentáveis, terras, produtos químicos e florestas, dentre outras.



segunda-feira, 16 de abril de 2012

O que é Agenda 21?


A Agenda 21 é o principal resultado da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – UNCED/Rio-92. Este documento foi discutido e negociado exaustivamente entre as centenas de países ali presentes, sendo portanto um produto diplomático contendo consensos e propostas.

Agenda 21 é um documento estratégico, um programa de ações abrangente para ser adotado global, nacional e localmente, visando fomentar em escala planetária, a partir do século XXI, um novo modelo de desenvolvimento que modifique os padrões de consumo e produção de forma a reduzir as pressões ambientais e atender as necessidades  básicas da humanidade. A este novo padrão, que concilia justiça social, eficiência econômica e equilíbrio ambiental, convencionou-se chamar de Desenvolvimento Sustentável.

A Agenda 21 Global é atualmente o documento mais abrangente e de maior alcance no que se refere às questões ambientais, contemplando em seus 40 capítulos e 4 seções temas que vão da biodiversidade, dos recursos hídricos e de infra-estrutura, aos problemas de educação, de habitação, entre outros. Por esta razão tem sido utilizada na discussão de políticas públicas em todo o mundo, tendo em vista a sua proposta de servir como um guia para o planejamento de ações locais que fomentem um processo de transição para a sustentabilidade.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rio+20 chega às escolas

  O Ministério da Educação enviará vídeo sobre meio ambiente às escolas públicas do país. A proposta da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC é levar professores e estudantes a discutir as questões que serão abordadas, em junho, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Estarão em pauta temas como economia verde, governança, leis ambientais e a história da luta pela preservação do meio ambiente no planeta.“A política do MEC não é propor a criação de uma disciplina nas escolas, mas que a educação ambiental seja um tema transversal; ou seja, não apenas um assunto a ser tratado no Dia da Árvore ou na Semana do Meio Ambiente”, diz o coordenador de educação ambiental da Secadi, José Vicente de Freitas. “O que o MEC propõe, e oferece suporte, por meio de metodologia, material didático e recursos, é que as escolas desenvolvam ações permanentes e continuadas para que os alunos desenvolvam a consciência ambiental.”

      Estimuladas pela iminência do encontro sobre desenvolvimento sustentável, instituições de ensino da rede pública buscam meios teóricos e práticos para aumentar o espaço para discussão ambiental em sala de aula e integrar a comunidade externa ao debate. A coordenadora pedagógica Solange Lacorte investe na abordagem de questões ambientais desde 2009 na escola municipal em que trabalha. Em outra escola pública, o coordenador pedagógico Fabrício Macedo planeja ações de conscientização acerca do lixo gerado dentro e fora da escola para 2012. As duas iniciativas são exemplos de inserção da discussão ambiental no âmbito escolar.
      Em ano de Rio+20, a preocupação com meio ambiente, saúde e inclusão social ganha mais força nas escolas. Com o objetivo de trabalhar essas temáticas em sala de aula, os professores buscam dialogar entre si, trocar experiências e incorporar maior reflexão teórica sobre o assunto. Essa demanda ficou evidente no debate ocorrido na semana passada (12/03) durante a palestra ‘Saúde, ambiente e sustentabilidade: perspectivas para a Rio+20’. Promovida pelo Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a palestra foi a primeira dos ’Encontros de educação, ciências e saúde’, que acontecerão mensalmente até o fim do ano.

   A qestão social se coloca como um entrave ao debate ambiental dentro das escolas públicas

       Nas perguntas levantadas pela plateia – formada, em sua maioria, por coordenadores pedagógicos – foi possível perceber que a questão social se coloca como um entrave ao debate ambiental dentro das escolas públicas. Como o professor pode se apropriar de questões ambientais na prática de ensino se o ambiente escolar não oferece condições adequadas de trabalho nem proporciona bem-estar aos alunos? Como trabalhar em conjunto com as comunidades que vivem no entorno da escola.Uma iniciativa que serve como exemplo para superar esses obstáculos teve início há três anos, quando Solange Lacorte inseriu, no projeto político pedagógico da Escola Municipal Professora Maria de Cerqueira e Silva, no Rio de Janeiro, a interação com a comunidade de Manguinhos como meta para o corpo docente. “Em 2009, reuni os professores e fizemos um passeio para conhecer a comunidade”, contou a coordenadora. “Foi impactante. Uma das professoras nos disse que finalmente entendeu por que o caderno de um aluno vivia cheio de barro”. Outra questão levantada no debate diz respeito ao espaço de participação para alunos e professores na Rio+20. Uma das sugestões apresentadas foi a preparação de atividades que possam ser levadas à Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 organizado pela sociedade civil e que terá participação aberta do público.
Fonte de pesquisa: http://cienciahoje.uol.com.br
                           http://revistaescola.abril.com.br




Magali Odilia Silva de Oliveira

terça-feira, 10 de abril de 2012

Entrevista com Aron Belinky, cordenador da ONG Vitae Civillis, criada um ano antes da Rio-92

Leiam os trechos da entrevista  dada por Aron Belinky,  ao jornal O Globo, revista Razão Social, em 14 de fevereiro de 2012.


"Embora a Rio + 20 vá competir com a crise econômica, considero que os líderes darão importãncia ao encontro."

O GLOBO: A Rio + 20 terá como tema a economia verde. O que é, afinal, economia verde?
ARON BELINKY: É uma expressão inadequada. Porque acaba não querendo dizer nada em si mesma, não explica nada. Podia ser azul, rosa...Ou seja, não é uma expressão autoexplicativa. Tanto que ela sempre vem acompanhada de adjetivos adicionais.No próprio rascunho zero que já se fez ´para a conferência, consta "economia verde no contexto da erradicação da pobreza e no desenvolvimento sustentável" para ficar claro que, quando se está falando sobre isso, está se falando sobre pressão econômica e social no sentido de inclusão e que deve ser economia a serviço do desenvolvimento sustentável.

O GLOBO: Qual a expectativa que vocês, de organizações da sociedade civil, estão tendo com relação à Rio + 20?
ARON BELINKY: Nossa expectativa é bem diferente do que era quando teve a Rio92. Naquela época não havia nenhum mecanismo claro de participação da sociedade civil. Hoje ainda está aquém do que a gente gostaria, mas já existe uma aprticipação maior nos debates prévios. O resultado da Rio +20 será um documento focado, curto, com uma agenda que não tem característica de esgotar tecnicamente os temas que estão em pauta nem de ser instrumento mandatário(...). É uma reunião de convergência, não é um ponto final, mas um ponto de balanço e de afinamento da agenda nos próximos anos. No final, será uma declaração que deverá ter não mais do que 20 páginas ( o rascunho está disponível no site da ONU - onu.org.br).

O GLOBO: Além disso, o que mais?
ARON BELINKY: Tem uma agenda oficial, uma semioficial e uma âutonoma.

O GLOBO: Explique melhor, por favor.
ARON BELINKY: A agenda oficial está dentro dos trãmites da ONU, vai resultar nesse documento de 20 páginas com alguns encaminhamentos bastante objetivos, por exemploa questão do consumo, de gênero, do uso de energia, tudo isso pode pegar várias diretrizes a serem implementadas depois da Conferência, sob responsabilidade da ONU. Há a recomendação para criação de um painel científico para desenvolver metodologia de mensuração do desenvolvimento que vai além do PIB e a negociação para a criação de convenções internacionais sobre acesso à informação, transparência e responsabilidade corporativa.

O GLOBO: A semioficial é uamagenda fora dos mecanismos da ONU?
ARON BELINKY: A semioficial são vários debatesque envolvem governos e outros atores sociais onde estão sendo discutidas iniciativas e diretrizes que não estão maduras o suficiente dentro do mecanismo de negociação formal da ONU, mas sobre as quais há demandas muito grandes e que podem ser assumidas seja pelos governos ou pelos atores. esse debates acontecerão no intervalo de quatro dias entre a pré-conferência e a conferência de alto nível e são de consenso. São oito temas, os oceanos são um deles.

O GLOBO: A agenda autônoma está nas mãos da sociedade civil?
ARON BELINKY: Exatamente. São as propostas da sociedade civil, seja no segmento popular ou empresarial, para o desenvolvimento sustentável. temos aí questões como economia solidária, direitos humanos. ao mesmo tempo vai ter o setor privado, que é também um processo autõnomo, propondo soluções.

O GLOBO: Quanto às empresas, o que se diz é que elas precisam investir cada vez mais em tecnologias para ajudar o mundo a trilhar os caminhos da economia verde de fato. É isso?
ARON BELINKY: Investimento em tecnologia é uma prte da solução, sim, mas não á aúnica. Evidentemente vamos precisar do melhor da tecnologia para poder usar os recursos naturais de maneira mais consciente(...). Precisa-se também redistribuir os limites planetários. Como já se sabe, se o mundo todo consumisse como os Estados Unidos, precisaríamos de várias vezes aquilo que a Terra é capaz de dar. E não tem solução tecnológica que possa viabilizar essse modelo perdulário para toido planeta. A questão da mobilidade urbana é o exemplo mais claro disso: posso usar a melhor tecnologia do mundo para fabricar carros, mas se continuar com o modelo de veículo individual, o trânsito vai parar.

O GLOBO: É comum, no final de cada conferência do meio ambiente, analistas serem ouvidos pelos jornais para fazerem uma avaliação. Para você, em que cenário será possível dizer que a Rio+20 cumpriu seu papel?
ARON BELINKY: Somente se sairmos de lá com a sensação de que temos uma agenda claramente definida sobre quais são os caminhos a serem seguidos, o que precisa ser feito em cada área e quais são nossos compromissos para avançar na direção de um desenvolvimento sustentável. Claro que não vai dar para ter compromissos detalhados, mas as diretrizes têm que ser claras, com prazos e acordos viculantes. Isso deve alimentar ações voluntárias e compromissos.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Como participar da Rio +20?

Caso você tenha afinidade com os temas e deseje participar levando propostas sob forma de documentos de texto ou multimídias entre em contato através do e-mail contact@forums.rio20.net.

 Você também pode contactar os Links abaixo:

 

Vale a pena!!!!


 Vídeos e áudio com informações da Rio+20

http://www.youtube.com/watch?v=KPVqTotfqHU
http://www.youtube.com/watch?v=HKlOtliirvk
http://www.youtube.com/watch?v=Sm8TZhEBQqY&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=jchTBzv6Pow&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Vb92BqfjU14&feature=relmfu